O tempo é uma aranha
Que pacientemente tece
Rugas em volta dos olhos.
Ele marca a pele
Pra dizer por quanto ele está lá.
O tempo faz de moradia
a face abandonada por gosto,
e costura um manto
de tramas
Para cobrir o que já passou.
O tempo é uma aranha
Que pacientemente tece
Rugas em volta dos olhos.
Ele as gruda na pele
E faz de presa todas as
Lembranças,
Momentos de amor e de infância,
E nas horas de dor,
Ele acalca sua patas
Com mais ânsia,
Deixando ali o mais grosso fio,
O mais fundo risco
Que abriga a causa,
Indigna de esquecimento.
O tempo é uma exigente aranha
E preciosas teias são essas,
Feitas nos vivos, feitos de vida.
Dedico ao meu amigo Diogo que tanto apoio me dá para escrever. Te amo!
terça-feira, 14 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Apocalipse
Abri uma carta.
Criou-se um mundo.
Lá dentro
As Letras
Aqueceram um sol,
O chão se fez firme
Brotavam mudas,
mudas
Cantavam água
Nascia, tudo nascia...
Nas cartas respondidas fecundava vida.
tempo
A bola de mundo
Não mais cabia na
Carta
Que retangular,
In
Chi, chi, chi, chi
ADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
.
Criou-se um mundo.
Lá dentro
As Letras
Aqueceram um sol,
O chão se fez firme
Brotavam mudas,
mudas
Cantavam água
Nascia, tudo nascia...
Nas cartas respondidas fecundava vida.
tempo
A bola de mundo
Não mais cabia na
Carta
Que retangular,
In
Chi, chi, chi, chi
ADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Veste felicidade
Essa tal felicidade é roupa que não me cabe
Sempre fica com as mangas curtas,
a gola desajeitada aperta meu pescoço.
Não fecha os botões na altura do peito
Ah... quem disse que tenho que vestir isso?
Felicidade é moda, e moda de gente besta!
E piora é quando temos que vestir a que veio
De algum brechó!
Vc não tem coitadinha?
Então, é usada, tome a minha,
mas praticamente está novinha!
Faça-me o favor!
Não tem caimento!
A trama do tecido é áspera,
E tem cheiro de gasto,
naftalina, traça!
Felicidade dos outros não é a nossa!
E na verdade escondida em armários úmidos,
Não sabemos se é a deles também.
Felicidade não está em vitrine
Nem em cabide pendurada.
Essa tal, eu a recuso, passo frio.
E não desfilo na avenida da vida vestindo-a.
Prefiro ficar nua, em trapos
Que tingiram de tristeza.
Sempre fica com as mangas curtas,
a gola desajeitada aperta meu pescoço.
Não fecha os botões na altura do peito
Ah... quem disse que tenho que vestir isso?
Felicidade é moda, e moda de gente besta!
E piora é quando temos que vestir a que veio
De algum brechó!
Vc não tem coitadinha?
Então, é usada, tome a minha,
mas praticamente está novinha!
Faça-me o favor!
Não tem caimento!
A trama do tecido é áspera,
E tem cheiro de gasto,
naftalina, traça!
Felicidade dos outros não é a nossa!
E na verdade escondida em armários úmidos,
Não sabemos se é a deles também.
Felicidade não está em vitrine
Nem em cabide pendurada.
Essa tal, eu a recuso, passo frio.
E não desfilo na avenida da vida vestindo-a.
Prefiro ficar nua, em trapos
Que tingiram de tristeza.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Desabafo
Hoje estou fruta de amarrar a boca!
Até o vento me agride,
esbofeteia minhas narinas,
não tenho tempo de respira-lo,
entra... entra... entra...
como soro em veia doente.
Sufoco-me.
Tem dias que acordamos
com alma de vampiros
Hoje o céu está mais claro,
mas não me faz sorrir.
Até o vento me agride,
esbofeteia minhas narinas,
não tenho tempo de respira-lo,
entra... entra... entra...
como soro em veia doente.
Sufoco-me.
Tem dias que acordamos
com alma de vampiros
Hoje o céu está mais claro,
mas não me faz sorrir.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Pimentas
Adoro observar pimentas.
Percebeu como são belas?
Experimenta?
Não, sei que esquenta.
Sua beleza é misteriosa,
Nunca as provei.
Vermelhas, picantes,
Comida do Tal!
Experimenta?
Obrigada, me fazem mal.
Penso que viciam.
As belas pimentas? Experimenta?
Não preciso, sei que queima
O meu estomago vesgo!
Um inferno!
Mas pros meus olhos, refresco.
Cada uma com sua perfeita diferença:
Tortas, envergadas, deitadas de ladinho.
As pimentas, bela experiência.
Experimenta?
Não preciso, como os olhos às provo.
Experimenta observar as belas pimentas.
Percebeu como são belas?
Experimenta?
Não, sei que esquenta.
Sua beleza é misteriosa,
Nunca as provei.
Vermelhas, picantes,
Comida do Tal!
Experimenta?
Obrigada, me fazem mal.
Penso que viciam.
As belas pimentas? Experimenta?
Não preciso, sei que queima
O meu estomago vesgo!
Um inferno!
Mas pros meus olhos, refresco.
Cada uma com sua perfeita diferença:
Tortas, envergadas, deitadas de ladinho.
As pimentas, bela experiência.
Experimenta?
Não preciso, como os olhos às provo.
Experimenta observar as belas pimentas.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Fruto de toda estação
Donde viria essa mulher?
Viria da terra, a flor do cacto?
Verdeja sua umidade
e envolve as formas a agudeza
do espinho.
Tal Mandacaru, muitos braços,
fixo à terra ardente.
Mulher de alma agreste
e sonhos vazios.
Olhos rasos, não d'agua
dessa sobrou apenas o sal.
E corre em sua veias fortes
o vermelho da terra.
Seu inverno tem
a pino o Sol.
Ferve tal inferno o paraíso.
No fim da tarde dobram
os sinos, dos chocalhos.
As reses é que entoam
o som de fé e religiosidade.
Como o sino das igrejinhas
anunciam
mais um corpo que se curvou
aos pés,
da maravilha esplêndida
que é a vida sertaneja.
Pedro de Sabá
Viria da terra, a flor do cacto?
Verdeja sua umidade
e envolve as formas a agudeza
do espinho.
Tal Mandacaru, muitos braços,
fixo à terra ardente.
Mulher de alma agreste
e sonhos vazios.
Olhos rasos, não d'agua
dessa sobrou apenas o sal.
E corre em sua veias fortes
o vermelho da terra.
Seu inverno tem
a pino o Sol.
Ferve tal inferno o paraíso.
No fim da tarde dobram
os sinos, dos chocalhos.
As reses é que entoam
o som de fé e religiosidade.
Como o sino das igrejinhas
anunciam
mais um corpo que se curvou
aos pés,
da maravilha esplêndida
que é a vida sertaneja.
Pedro de Sabá
terça-feira, 3 de julho de 2007
Verbos você
E foi assim, primeiro veio o verbo, e verbos, e verbos...
E afogada neles, escrevi de vermelho seus lábios
Ainda não provados em meu espelho.
E era. Sua mão forte que não fraquejava
Quando entregue ao desejo de posse.
Quantas frases jamais imaginadas usavam-nos
Para se manterem vivas nos
Nossos sonhos cheios de pele.
E foi assim.
Senti o quente, quase picante sangue que dilatavam
As veias de seu pescoço e estas
Dançavam freneticamente
Ao pulsar de minha fria respiração.
Calafrios que nunca existiram.
Acabava que meus olhos cerravam-se em meu corado rosto
Imaculado pelo sal sagrado da vida.
E assim o verbo fez o ato e o resto.
Resto que sobrou de mim.
(Dedico ao meu Pequeno Principe)
E afogada neles, escrevi de vermelho seus lábios
Ainda não provados em meu espelho.
E era. Sua mão forte que não fraquejava
Quando entregue ao desejo de posse.
Quantas frases jamais imaginadas usavam-nos
Para se manterem vivas nos
Nossos sonhos cheios de pele.
E foi assim.
Senti o quente, quase picante sangue que dilatavam
As veias de seu pescoço e estas
Dançavam freneticamente
Ao pulsar de minha fria respiração.
Calafrios que nunca existiram.
Acabava que meus olhos cerravam-se em meu corado rosto
Imaculado pelo sal sagrado da vida.
E assim o verbo fez o ato e o resto.
Resto que sobrou de mim.
(Dedico ao meu Pequeno Principe)
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